sexta-feira, 15 de março de 2013

A Criatividade é Genética ou Aprende-se?


A criatividade é genética ou aprende-se?
Nem todos podem ser criativos como Steve Jobs, Bill Gates ou Mark Zuckerberg, para mencionar apenas os mais recentes e emblemáticos, mas muitos desejariam sê-lo e outros ainda o aspiram ser um dia.

Afinal o que é isto da criatividade?

Em termos simples e não 
científicos, resume-se à acção de criar algo diferente e útil. 

Qualquer pessoa consegue fazê-lo? Creio que não. Existem pessoas que só conseguem fazer algo seguindo instruções e são incapazes de o fazer de outra forma.
Outras, porém, não conseguem seguir um livro de instruções ou uma receita de culinária, por exemplo;  estas são as criativas. As suas cabecinhas pensadoras estão sempre a congeminar ideias diferentes e inovadoras e por isso aborrecem-se num simples pegar de um livro de instruções. Fazê-lo, não só te torna um tédio como uma ameaça à sua inteligência.
Numa época em que a competitividade e o marketing se torna cada vez mais feroz, tentam vender a ideia que a criatividade é, no entanto, algo que se aprende num curso de formação dando-lhe títulos como “criatividade e inovação”, “criatividade aplicada” ou outro nome elaborado e relacionado.
Estes cursos proliferam na Internet e são vendidos de diversas formas, alguns deles apenas pela compra de um ebook.
Seguindo este raciocínio, ser criativo é acessível a qualquer pessoa; lê-se um livro, faz-se um curso de formação e “plim” a criatividade nasce em nós. Atrevo-me a chamar isto de publicidade enganosa.
Mas como há sempre várias opiniões, umas cientificas e outras nem tanto, há alguns meses atrás, o departamento de psicologia da California State University, nos Estados Unidos da América, publicou um relatório sobre o trabalho desenvolvido por Nancy Segal, co-autora do estudo e professora de psicologia da universidade, em que se concluiu que a nossa criatividade é determinada por factores genéticos e ambientais.

Na minha opinião, valha ela o que valer, creio que a criatividade nasce como um dom que vem escrito no código genético. Este é cultivado ao longo da vida, com um forte alicerce na inspiração, sustentada também pela intuição.
Um criativo não tem necessariamente a ver com genialidade nem sequer ser mais inteligente que um não criativo, muito embora os haja, não se deve, no entanto, fazer disso uma regra.
Apenas tem a ver com ser diferente, ter uma predisposição congénita para criar, e nada mais.
Alguém que não tem em si uma réstia de gene criativo não vai conseguir sê-lo por fazer formação nessa área ou ler um livro com tutoriais de como poderá chegar lá. 
Nem todos podem ser criativos como Steve Jobs, Bill Gates ou Mark Zuckerberg, (nomeando apenas alguns) mas todos deveriam seguir as suas vocações de forma genuína em vez de perseguir as tendências do momento que normalmente não dão grande resultado.

Gina
14.3.2013